Arquivos de abril, 2008

Dez dicas sobre voluntariado

segunda-feira, 28 abril, 2008

Dê uma olhada nessas dicas:

1. Todos podem ser voluntários
Não é só quem é especialista em alguma coisa que pode ser voluntário.Todas as pessoas que tenha capacidade, habilidade e dom. O que cada um faz bem pode fazer bem a alguém.

2. Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária
Não é uma atividade fria, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer novos amigos, viver novas experiências, conhecer outras realidades.

3. Trabalho voluntário é uma via de mão dupla
O voluntário doa sua energia e criatividade, mas ganha em troca contato humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil.

4. Voluntariado é ação
Não é preciso pedir licença a ninguém antes de começar a agir. Quem quer, vai e faz.

5. Voluntariado é escolha
Não há hierarquia de prioridades. As formas de ação são tão variadas quanto às necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário.

6. Cada um é voluntário a seu modo
Não há formulas nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmo, de olhar em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem atuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes é uma instituição inteira que se mobiliza, seja é um clube de serviços, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa.

7. Voluntário é compromisso
Cada um contribui na medida de suas possibilidades, mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. Uns tem mas tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Alguns sabem exatamente onde ou com quem querem trabalhar. Outros estão prontos para ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mas urgente .

8. Voluntária é uma ação duradoura e com qualidade
Sua função não de tapar buracos e compensar carências. A ação voluntária contribui para ajudar pessoas em dificuldades, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida da comunidade.

9. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social
Todo tem o direito de ser voluntário. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podem e devem ser mobilizadas.

10. Voluntariado é um habito de coração e uma virtude cívica
Ë algo que vem de dentro da gente e faz bem aos outros. No voluntariado todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha, a comunidade.

Câncer Infantil

segunda-feira, 28 abril, 2008

Uma dura realidade, é essa a forma mais comum e a frase mais observada quando do diagnóstico do Câncer, na família, junto aos amigos e até mesmo a um desconhecido. O Câncer ainda traz o estigma de dor, angustia e sentimento de perda e piedade em grande parte da população.

Quando a presença do câncer está na fase infantil, várias argumentações são levantadas, como?, porque?, provação?, castigo?, perguntamos ainda como um ser tão pequeno, inocente, até mesmo vitimado antes de um ano de vida pode estar com esta enfermidade?

Hoje o Câncer nos traz estatísticas novas não só no fator letalidade, como no diagnóstico, tratamento e cura, os desafios contra a doença iniciam a cada dia uma luta para a medicina, que se moderniza e avança, modificando idéias, conceitos e preconceitos.

A raridade do câncer infantil, de modo geral, em relação ao adulto é um fator raro, logo suspeitado e diagnosticado, desde que encaminhado a um centro especializado com profissionais capacitados de forma multidisciplinar aliada a experiência, pode-se garantir da melhor maneira o tratamento adequado, cuidados e suporte além de reabilitação para a cura e melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Existe uma diferença na visão geral do tratamento do Câncer infantil em relação ao adulto.

“No adulto, nem sempre o objetivo do tratamento é a cura, pois leva em conta a idade e o estágio do tumor e se enfatiza muito a qualidade de vida.Se para uma pessoa de 70 anos, que já construiu sua vida, cinco anos a mais de vida, podendo comer, andar e fazer coisas que dão prazer podem significar o sucesso do tratamento, isto não é valido no tratamento do Câncer infantil.”

O objetivo do tratamento do Câncer infantil é a cura, recuperação e reintegração do jovem a sociedade e ao amor próprio. É interessante que o jovem volte a participar da sociedade, que possa se desenvolver, entrar no mercado de trabalho competitivo e venha a constituir sua família, isto é voltar a viver sua vida ou mesmo a ter uma nova vida. Com este objetivo, o tratamento do Câncer infantil é mais agressivo e prolongado em qualquer estágio, quando isto não é possível a qualidade de vida é a condução e o direcionamento realizado.

As causas do Câncer infantil, na maioria das vezes difere das do adulto e estão geralmente relacionadas a fatores genéticos, exposição ao ambiente e a agentes carginogênicos.

“Em aproximadamente 10 a 15% dos casos são reconhecidos outros casos na família, ou a criança possui alguma doença genética que confere maior propensão a determinados tipos de Câncer. Outros fatores estão associados ao aparecimento do Câncer nesta idade seriam:exposição a radiação ionizante, vírus, exposição intrauterina a hormônio”

Um dos fatores que impedem o diagnóstico precoce no Câncer infantil é a difícil realidade das condições e falta de assistência médica á criança e ao jovem, como um acompanhamento periódico como recomenda a Organização Mundial de Saúde na população geral.

Ainda observamos a migração de muitas crianças e jovens que vem do interior com o diagnóstico tardio, sem terem iniciado o tratamento e assistência adequado para a doença e sempre é visto associado a esta realidade a desnutrição e falta de condições de higiene básica. Centros especializados e profissionais especialistas, em determinadas localidades inexistem, daí a importância dos centros de apoio ao tratamento do Câncer, que favorecem suporte de moradia, alimentação e socialização com reabilitação dos pacientes e seus familiares, que muitas vezes são originados do interior e de outros estados.

Na realidade o Câncer possui um estigma aliado a ignorância de que não possui cura, tratamento e até mesmo ainda se afirma que é contagioso. Nos cabe como educadores que somos, contribuirmos para esta desmistificação, informando e educando nossa sociedade para revertermos essa chaga da ignorância, demonstrando que existe a possibilidade de cura, devemos desenvolver a sensibilidade aliada ao conhecimento para modificação desta realidade que não é distante de todos nós.

“A maioria dos tumores da infância é curável, sendo que o prognóstico está fortemente ligado ao tipo do tumor, extensão da doença, ao diagnostico e eficácia do tratamento”

O diagnóstico muita das vezes pode ser mascarado pela semelhança de manifestações comuns a outras enfermidades. Um especialista é fundamental, cuja sensibilidade e experiência possam diferenciar as enfermidades e relacioná-las ou não ao Câncer. Entre as manifestações mais comuns observamos:

1. Palidez, anemia
2. Petequias ou equimoses expontâneas, não ligadas a traumas
3. Febres baixas, diárias, de origem persistentes, sem historia de trauma local
4. Perda de peso
5. Sudorese noturna
6. Dor óssea ou nas juntas persistente, sem história de trauma local
7. Aumento persistente, progressivo e indolor de linfonodos (ínguas)
8. Massa abdominal ou em tecidos moles
9. Dor de cabeça com dificuldade para andar e vômitos associados á alimentação
10. Mancha brilhante dentro do olho (tipo olho de gato)

Tumores mais comuns na infância:

1. Leucemia linfoblástica aguda
2. Leucemia mielocítica aguda
3. Tumores cerebrais: gliomas, astrocitomas cerebelar e cerebral, medulobalstoma
4. Sarcoma de Ewing ou tumores da família Ewing
5. Tumor das células germinativas
6. Linfoma de Hodgkin
7. Linfoma de não Hodgkin
8. Neuroblastoma
9. Câncer hepático
10. Osteossarcoma/ Histiocitoma fibroso maligno do osso
11. Retinoblastoma
12. Rabdomiossarcoma
13. Tumor de Wilms
14. Sarcoma de tecidos moles

O tratamento do Câncer infantil envolve a cirurgia, quimioterapia e radioterapia isoladamente ou associadamente dependendo do tipo de Câncer a ser tratado. Existe muita diferença no tratamento do jovem em relação ao adulto, o jovem esta em fase de crescimento, inúmeras mitoses ocorrem neste organismo, conseqüentemente a possibilidade de aumento de células cancerígenas também é maior, muitas das vezes o tratamento na forma infantil pode durar vários anos de convivência do jovem junto a equipe médica. A radioterapia e a utilização de drogas de efeito tóxico ao organismo poderão trazer conseqüências para o desenvolvimento da criança.

“Radioterapia e mesmo o uso de quimioterapia ao organismo podem levar, a longo prazo, a conseqüências desastrosas para o futuro da criança como baixa altura ou até mesmo um segundo Câncer. Isto torna ainda mais desafiador a luta contra o Câncer e estimula a procura de novos métodos de tratamento mais eficientes e menos agressivos”

Conviver com uma realidade e suas limitações, requer persistência e esperança. Para se persistir e lutar em busca de um futuro é necessário conhecer o campo de batalha e o inimigo a ser combatido, daí a importância do conhecimento no seu amplo aspecto. A interdisciplinaridade contribui para uma melhor avaliação de fatores e favorece com o conhecimento a solidariedade e o rompimento de preconceitos do Câncer infantil.

Constantemente, a literatura médica contribui com atualizações, técnicas e procedimentos que venham a facilitar e conduzir a cura para o Câncer.