Campanha

 

Se você faz parte de uma empresa em que a Responsabilidade Social faz a diferença em suas ações, participe desta Campanha, basta copiar e mostrar no seu trabalho o projeto abaixo e entrar em contato com o nosso grupo.

Ser voluntário é ser mais Feliz!!! 

Projeto

Contos de Retalhos

“A Magia e Encantamento das Histórias na Formação Humana”

Doe um livro novo e ganhe um sorriso de uma Criança em tratamento do Câncer …

 

EDUCAÇÃO, desafio cada vez mais presente na sociedade contemporânea, estimular a aprendizagem é tarefa difícil em um mundo de tantas possibilidades, facilidades e dispersões. Observamos que a tecnologia e a oferta faz do homem na atualidade o escravo de mídia e o depositário de investimentos e descarte do processo de ensino, não se valoriza o criar, descobrir, desenvolver e recriar. A criatividade se torna algo primitivo, porque criar se já se dispõe da tecnologia e vantagens de algo já elaborado e imposto pela mídia e pelo capitalismo? A Educação refere-se ao ser e ao seu desenvolvimento, não devemos desprezar a tecnologia e as facilidades de aquisição de bens, mas não podemos frustar a criatividade e o desenvolvimento do saber por descobertas e etapas de convívio e troca de valores culturais, artísticos e históricos da nossa história. O contador de Histórias resiste aos tempos, é arte viva, pulsante e persistente da cultura de um povo, de sua sensibilidade e desenvolvimento. Contar Histórias é um talento nato, muitas das vezes não percebido pelo ser, contamos histórias reais e inventadas na intensa necessidade de sermos ouvidos e de ouvirmos e sentirmos a reação e emoção que nunca são esquecidas, pois são reais e expressivas, pois fazem parte de elaboração interior, de desprendimento do corpo e liberdade da alma, toca a fundo na emoção e desfecha-se na memorização, pois o nosso cérebro seleciona o que é real e transformador em nossas vidas.

A criatividade, nas últimas décadas, tem sido reconhecida como um dos aspectos mais relevantes do desenvolvimento humano. É vista como uma das responsáveis pelo dinamismo da sociedade e pelo bem estar do indivíduo na medida em que facilita sua adaptação ao meio. Os indivíduos criativos podem ser considerados como impulsionadores da civilização em busca de novos caminhos. As definições mais antigas de criatividade referem-se ao termo latino “creare” = fazer, e ao termo grego “krainen” = realizar, demonstrando a preocupação com pensar, produzir e realizar criativamente (Nogueira, 1992).

A literatura, sob um ponto de vista histórico, indica que as pesquisas desenvolvidas em criatividade verbal tinham a preocupação básica de testarem a eficiência de procedimentos para incrementar a freqüência dessas respostas. Avaliou-se o efeito de inventar histórias, uso de analogias, livre associação, solução de problemas, tempestade cerebral, dentre outras. (Santos,1989).

A prática de contar histórias permite a intercomunicação das partes, do contador e do ouvinte, contar e interagir nessa arte desenvolve a emoção, percepção e aceitação de um fato e amadurecimento sobre ele. Se permitir voltar a ser criança, envelhecer, estar na condição de um animalzinho, ser o vilão(ã) ou mocinho(a), ser correto ou não na história desenvolve em você a crítica e compreensão da natureza humana por se transpor na condição do outro, o preço dessa conquista é a magia, romper preconceitos  e evoluir no descobrir, na certeza que esta descoberta é constante e necessária.

Ao entrar no universo infantil, o adulto fascina a criança. Elas adoram ouvir histórias. Ficam na expectativa de saber se a princesa de cabelos dourados vai fugir da torre. Torcem pelos irmãos que enfrentam a bruxa malvada. Envolvem-se e encantam-se. Ler histórias para crianças é poder sorrir, rir, gargalhar com as situações vividas pelas personagens, é suscitar o imaginário, é ter curiosidade respondida em relação a tantas perguntas.

. É ouvindo histórias que se pode sentir emoções importantes como a tristeza, o pavor a insegurança, tranquilidade e tantas outras mais.

A exposição à literatura de histórias no seio familiar durante os anos pré- escolares, leva muitas crianças ao sucesso escolar. As crianças que vivem num ambiente letrado desenvolvem um interesse lúdico com respeito às atividades de leitura e escrita, praticadas pelos adultos que a rodeiam. Esse interesse varia de acordo com a qualidade, freqüência e valor dessas atividades realizadas pelos adultos que convivem com as crianças. Se os pais podem ler para seus filhos textos interessantes e com boa qualidade, nota-se que estará transmitindo a eles informações variadas sobre a língua escrita e sobre o mundo. Isso é de suma importância para a criança, pois irá levá-Ia a interessar-se cada vez mais pela leitura.  A leitura deve se transformar em atitude de rotina, pois o escutar histórias desenvolve naturalmente um interesse cada vez maior em aprender determinadas historias e reproduzi-Ias oralmente, o professor deve procurar assegurar as crianças o acesso a livros. Agindo como elemento facilitado e incentivador da criança pela leitura a medida que não se comporta como leitor e sim como expectador das leituras que são reproduzidas pelas crianças.

Há muitos e muitos anos que as histórias habitam o mundo das escolas, mas muitos professores ainda não descobriram o quanto elas podem ajudá-los em sua missão de educadores. Muitos utilizam as histórias, apenas para acalmar os alunos e não vêem as várias possibilidades de uma boa história. No ambiente hospitalar esse desenvolvimento acontece, pois o aprendizado e a capacidade cognitiva estão ativas e receptivas para o mágico, lúdico e maravilhoso.

Podemos dizer que o principal objetivo de contar uma história em hospitais é DIVERTIR, estimulando a imaginação dos pacientes. Mas, juntamente com este clima de alegria e interesse que a história desperta, pode atingir outros objetivos tais como: educar, instruir, desenvolver a inteligência, ser o ponto de partida para ensinar algum conteúdo ou mesmo ser um dos instrumentos para tentar entender o que se passa com o paciente no campo pessoal e interacional.

Uma história bem contada pode ajudar a criança e ao adolescente a interessar-se por um tema. Permite, em geral, a auto-identificação, favorecendo a aceitação de situações desagradáveis e ajudando a resolver conflitos. Agrada a todos sem fazer distinção de idade, de classe social, de circunstância de vida.

Quando o Contador decide contar uma história é necessário que a escolha com muito cuidado e carinho, pois ela deve ser adequada à faixa etária, ao interesse dos ouvintes, aos objetivos do próprio professor. A escolha da história funciona como uma chave mágica e tem importância decisiva no processo narrativo.

A importância de investir na infância a literatura, será fundamental para o amadurecimento e desenvolvimento do homem do futuro próximo, este terá a percepção aguçada e com a criatividade desenvolverá a sua característica diferencial na prática profissional, terá reconhecimento e segurança em sua evolução profissional, social e familiar. O mais importante disso tudo é que ele será um multiplicador em gerações da prática da leitura e de contar histórias.

 

Objetivo desse trabalho

Desenvolver juntos a Empresa e o grupo SOS Amizade a percepção e prática da arte e sensibilidade do contador de histórias, apoiando e estimulando o paciente à aprendizagem e ao hábito de leitura. Visa ainda com essa atuação chamar a família a participar desse processo auxiliando a participação e interação do ambiente familiar como integrante do desenvolvimento e responsabilidade da formação do seu filho.

 

 

Conteúdos

.Conceituais

          Contador de Histórias, sua importância e sua capacitação;

          Resgate de Histórias clássicas e contemporâneas no  desenvolvimento e adaptação para realidade hospitalar;

          Contador de História como instrumento didático e funcional no processo ensino-aprendizado e melhoria do ambiente hospitalar;

          Apresentação do livro como companheiro e instrumento de liberdade e reflexão.

 

.Procedimentais

          Entrega de livros de Histórias em enfermarias, CTIs e quartos com crianças em tratamento do Câncer Infantil;

          Apresentação do livro (O amigo livro) como instrumento de desenvolvimento e envolvimento no lúdico e imaginário das crianças de todas as idades;

          Contação de Histórias;

          Valorizar o livro de Histórias

 

. Atitudinais

          Modificar o ambiente hospitalar e familiar pelo hábito de leitura pessoal e compartilhada;

          Romper os preconceitos de diferentes realidades;

          Despertar a importância da leitura e da criatividade;

          Incorporar a História como elemento colaborador nos conteúdos e rotina de tratamento e relação hospitalar;

          Conhecer e interagir com o trabalho dos contadores de Histórias do SOS Amizade;

          Estimular, educar, avaliar, desenvolver o conceito de cuidados paliativos e valorização do paciente como ser integrador e não marginalizado na sociedade.

 

 

Cronograma

 

– Três fases

 

. Primeiro encontro:

– Lançamento da Campanha e conhecimento do trabalho do grupo SOS Amizade em atuação com crianças em tratamento de Câncer em Hospitais de referencia em PE; (será realizado pelos funcionários da empresa com entrega de folder do SOS Amizade e afixação de cartaz da campanha: Doe um livro novo neste Ano Novo e ganhe um sorriso de uma Criança em tratamento do Câncer …

 

 

.Segundo encontro:

 

– Arrecadação e seleção de livros: Os funcionários iram arrecadar os livros e separá-los pela faixa etária de zero a 21 anos (faixa referida ao paciente pediátrico em oncologia). Em cada embalagem do livro virá o título deste, um breve resumo da história e uma mensagem de alegria e feliz Natal.

Obs: Adolescentes adoram livros de aventura, super heróis e ficção com magia…

. Terceiro encontro

– Entrega dos livros com dois representantes do projeto  junto ao SOS Amizade no Mês escolhido pela equipeezembro nos hospitais para os adolescentes.

 

Recursos

– Foden, Cartaz, caixa de arrecadação de livros, empacotamento e identificação;

– Livros (aquisição da empresa na campanha)

– Sala para desenvolvimento de atividades de seleção e empacotamento dos livros.